Calendário da Ciência
05/06/1907
Rudolf Peierls
Estabeleceu com Otto Frisch as bases teóricas para a criação da 1ª bomba atômica.
Físico alemão, naturalizado britânico, estudou nas universidades de Berlim e Munique (1925-1929). Doutorou-se pela Universidade de Leipzig (1929), passando a trabalhar com Wolfgang Pauli em Física do Estado Sólido (1929-1932), no Instituto Federal Suíço de Tecnologia, Zurique.
Em 1940, Peierls e Otto Frisch emitiram um memorando teorizando que uma bomba altamente explosiva, mas compacta, poderia ser feita de pequenas quantidades de urânio isótopo -235. Antes desse “Memorando Frisch-Peierls”, acreditava-se que a massa crítica para uma bomba atômica era de várias toneladas de urânio e, portanto, impraticável produzir tal arma.
O memorando também previu os horrores que as armas atômicas trariam, com a morte em massa de civis, sendo inadequada para uso como arma. Apesar dessas preocupações morais, o memorando desencadeou a corrida para desenvolver a bomba na Grã-Bretanha e nos Estados Unidos.
Chefiou o grupo de dinâmica de implosão no Projeto Manhattan, Los Alamos (1944). Lecionou nas Universidades de Cambridge, Inglaterra (1933), Manchester (1933-1935), Birmingham (1936-1937, 1945-1963), Oxford, onde se aposentou (1974) e na Universidade de Washington (1975-1977).
Opondo-se às armas nucleares, escreveu sobre o desarmamento nuclear nas Conferências de Pugwash, sendo presidente dessa organização (1970-1974). Na década de 1980, foi ativo no movimento de congelamento nuclear.
Entre seus livros estão “As Leis da Natureza” (1955), “Surpresas em Física Teórica” (1979) e “Mais Surpresas em Física Teórica” (1991).
Membro da Royal Society (1945) e recebeu sua Medalha Copley (1986).
Rudolf Ernst Peierls (✦Berlim, Alemanha, 05/06/1907 - ✚Oxford, Inglaterra, 19/09/1995)
Calendário da Ciência
05/06/1907
Rudolf Peierls
Estabeleceu com Otto Frisch as bases teóricas para a criação da 1ª bomba atômica.
Físico alemão, naturalizado britânico, estudou nas universidades de Berlim e Munique (1925-1929). Doutorou-se pela Universidade de Leipzig (1929), passando a trabalhar com Wolfgang Pauli em Física do Estado Sólido (1929-1932), no Instituto Federal Suíço de Tecnologia, Zurique.
Em 1940, Peierls e Otto Frisch emitiram um memorando teorizando que uma bomba altamente explosiva, mas compacta, poderia ser feita de pequenas quantidades de urânio isótopo -235. Antes desse “Memorando Frisch-Peierls”, acreditava-se que a massa crítica para uma bomba atômica era de várias toneladas de urânio e, portanto, impraticável produzir tal arma.
O memorando também previu os horrores que as armas atômicas trariam, com a morte em massa de civis, sendo inadequada para uso como arma. Apesar dessas preocupações morais, o memorando desencadeou a corrida para desenvolver a bomba na Grã-Bretanha e nos Estados Unidos.
Chefiou o grupo de dinâmica de implosão no Projeto Manhattan, Los Alamos (1944). Lecionou nas Universidades de Cambridge, Inglaterra (1933), Manchester (1933-1935), Birmingham (1936-1937, 1945-1963), Oxford, onde se aposentou (1974) e na Universidade de Washington (1975-1977).
Opondo-se às armas nucleares, escreveu sobre o desarmamento nuclear nas Conferências de Pugwash, sendo presidente dessa organização (1970-1974). Na década de 1980, foi ativo no movimento de congelamento nuclear.
Entre seus livros estão “As Leis da Natureza” (1955), “Surpresas em Física Teórica” (1979) e “Mais Surpresas em Física Teórica” (1991).
Membro da Royal Society (1945) e recebeu sua Medalha Copley (1986).
Rudolf Ernst Peierls (✦Berlim, Alemanha, 05/06/1907 - ✚Oxford, Inglaterra, 19/09/1995)